la rentrée

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na verdadeira acepção da palavra porque as aulas começaram hoje.
Sente-se a diferença dos dias pela cor do final da tarde.
Sem que queiramos e sem que possamos fazer nada contra isso o tempo passa.
Um novo ciclo chamado ano lectivo recomeça nos nossos dias.
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vhils

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Vhils aka Alexandre Farto.
A visita à primeira exposição em museu do mais famoso "street artist" português foi parte do nosso programa deste fim-de-semana. Já estava na nossa lista há bastante tempo. E ainda bem que fomos.
Genial! e Fantástico! são as palavras que me ocorrem.

dos passeios

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Destes nossos passeios pela cidade há-de ficar-me sempre em memória a companhia doce desta infância, a última que ainda temos cá por casa.
Infelizmente, com muita pena minha, ou porque é mesmo assim, nem sempre os meus filhos adolescentes nos querem acompanhar. E como prefiro mil vezes uma vez que seja com boa vontade do que cem vezes de má vontade aceito que seja assim.
No entanto, de cada vez que não estão comigo penso sempre nos momentos óptimos que todos estamos a perder.
Mas só em parte, porque em contrapartida fico em exclusivo com outras coisas que de outro modo não são possíveis quando temos que dar atenção a três filhos.
São pequenas coisas que para mim valem imenso porque sei que são as últimas.
A generosidade da infância, a doçura e a boa disposição constantes com um sorriso fantástico que acompanha uma vontade enorme sempre presente de querer ajudar. O "Eu ajudo mãe" soa-me a música e sabe-me pela vida numa altura em que muitas vezes sinto a falta dela.
O toque quente e suave de uma mão mínima que se aconchega na minha, o "posso sentar-me ao teu colo mãe", o som da tua voz, ou o olhar que sempre procuras em mim são tão próprios destes momentos que desejaria andar por aí por essas ruas sem parar se com isso pudesse adiar o fim desta infância.

horas felizes a 5€

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Estes tuk-tuk's estão por todo o lado em Lisboa. E são bem divertidos de ver.
Esta deve ser uma das melhores formas de um turista visitar a cidade.
O Panteão Nacional faz parte do tour de certeza e por isso encontrámos vários a chegar ou a partir.
Se começámos o fim-de-semana pelo lusco-fusco em final de dia de 6ª feira, sábado à tarde foi dia de mais uma visita até à feira da Ladra.
Acho que nunca tinha visitado a feira da parte da tarde. E agora que já experimentei as duas versões confesso que prefiro as manhãs.
Se estiver calor é penoso andar ao sol porque uma boa parte da feira não tem sombra.
E por outro lado, uma parte razoável dos feirantes já bebeu muita cervejinha. É certo que estão mais bem dispostos mas se a isto juntarmos o desmanchar da feira fica um ambiente um bocado diferente e estranho de que não gosto tanto.
Mais uma vez namorei as caixas velhas e cobicei um "termo" que me lembro de ver igual em casa dos meus pais. Passei por uns potes em loiça para guardar "mercearias" que fizeram os meus encantos (mas o preço apesar de ser em final de dia era proibitivo).
A Mariana encontrou uns cãezinhos de loiça em vez de ursinhos (a 50 cêntimos cada um) e eu vim contente para casa com mais uns carimbos da Agatha que encontrei já no caminho de volta (é uma pancada, eu sei. Mas cada um tem a(s) sua(s)!).
Há horas felizes, sem dúvida! :)

lusco-fusco

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Final de Agosto. Final de tarde. Por aí ... por Lisboa.
Apesar da quantidade enorme de turistas que andam por cá ainda encontramos ruas assim vazias de gente.
Os sons que ouvimos estão tão próximos que fazem-nos sentir como intrusos, assim como quem chega sem se anunciar e ouve a conversa atrás da porta. Falamos baixinho entre nós para não estragar esta intimidade onde sentimos que estamos a mais. O som da televisão, o barulho dos tachos e das panelas, crianças que falam, e bocados de conversas entre marido e mulher, mãe e filha, ou seja quem for que não se vê e que está por trás das janelas e portas abertas pelas ruas.
Desligamos das conversas alheias e ouvimos o som das gaivotas e das andorinhas que nos lembram que o rio está perto e que o Verão ainda não acabou. Óptimo!

do fim-de-semana e de volta às costuras

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Durante as férias faço sempre planos para redecorar qualquer coisa cá em casa.
Desta vez dediquei-me a fazer planos para rearrumar o quarto da costura e arranjar uma forma prática e agradável de o manter mais ou menos em ordem.
Não consegui passar dos planos e por isso quando cheguei achei por bem organizar um bocadinho melhor o caos instalado para poder dar andamento a alguns projectos que comecei nas férias e que não terminei.
Este foi um dos modelitos que consegui concluir para meninas como a Mariana. Ou melhor, talvez um pouco mais pequenas porque a Mariana já começa a pedir outras coisas.
O próximo já está cortado e pronto para começar a costurar.
Finalmente um fim-de-semana em Lisboa para me poder dedicar a estas coisas e dar umas voltinhas por aí para matar saudades da cidade :)

coleccionando livros de corte e costura

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As minhas aquisições dos últimos tempos.
"Curso de corte e alta costura" por Madame Louise Delmont - não sei qual é o ano mas é uma antiguidade impressa numa gráfica perto de minha casa que tenho que ir ver se por acaso ainda existe. Produzido pela Editorial Lavores. Com prefácio da Laura Santos, autora de alguns livros que me lembro de ver em casa dos meus pais. Encontrei-o num alfarrabista e comprei-o mais por curiosidade do que por achar que iria descobrir algo de novo. Os desenhos são um encanto. O conteúdo não foi surpresa. Mais antigos ou mais modernos, a base acaba por ser sempre quase a mesma. Mas com tempo, um dia, hei-de experimentar fazer um dos moldes seguindo as instruções só para ter a noção se há de facto alguma diferença em relação ao método que aprendi.
"Merchant & Mills Sewing Book", comprei-o em Cambridge. Ao ler um artigo sobre Carolyn Denham descobri a Merchant & Mills. Gostei do conceito e do estilo. A introdução atraiu-me a atenção: "Carolyn Denham and Roderick Field are Merchant & Mills. The company was formed in 2010 to elevate sewing to its proper place in the creative world, respecting the craftsmanship it entails ... " Aprecio quem escreve assim, valorizar este tipo de ofício merece toda a minha consideração. Também tem alguns modelos que hei-de experimentar fazer provavelmente este Outono.
E por fim, uma relíquia. "Segredos do corte e da confecção" da "Escola Superior de Moda de Paris" da editora Ediclube. Não sei qual é o ano em que foi publicado. Mas sei que é um dos livros de referência que já não se encontra à venda e não encontrei nenhum alfarrabista que o tenha. Está em português e as explicações são óptimas e muito simples de seguir. Comprei-o por 10eur. Nem queria acreditar quando o encontrei. E quando me disseram o preço ainda achei mais inacreditável. Lembrou-me um dia há uns anos atrás em que comprei "O grande livro dos Lavores" das Selecções do Reader's Digest por 5 eur num mercado de fruta nos Açores.  

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