dias non-stop

translate to English
Desde 6ª feira ao final do dia que não parei um minuto, mas continuo alegremente e completamente a leste do paraíso como se o Natal não fosse já para esta semana. De zero presentes passámos a só faltar um (também não eram muitos porque desde que adoptámos o novo sistema de cada adulto só receber um a coisa simplificou-se bastante). Esta era a parte que mais me preocupava e está feita.
Embora os meus filhos já não tenham idade para estas coisas e os ursos sejam um bocadinho grandes demais para o efeito desejado e não tenham nada a ver com o Natal, não resisti a comprá-los (o facto de terem um desconto de 50% também ajudou) e a juntá-los à modesta decoração que fiz nos embrulhos. O factor surpresa continua a fazer parte das nossas consoadas e portanto as crianças cá de casa ainda não sabem o que vão receber. A Marta e a Mariana ajudaram a escrever as etiquetas mas continuam na ignorância, e o Miguel (como de costume) não quis saber nem percebeu bem a animação à volta destes momentos pré-natalícios. 
Portanto, voltando à minha lista já tenho duas alíneas com um ok à frente.
Nos próximos dias, entre horas de almoço, finais de tarde, e depois do jantar, a coisa há-de compor-se.
E se tudo correr bem dia 24 hei-de ter tudo pronto. Estamos on-going ...

do fim-de-semana

translate to English











Fizemos a árvore de Natal e tudo o resto que falta fazer está à espera que tenhamos tempo livre ou que cheguemos à urgência de o fazer dois ou três dias antes. Pelo rumo que estamos a levar parece-me que este ano vai ser assim.
Deixámos as compras natalícios e Lisboa e demo-nos ao luxo de não fazer nada. Por sítios onde ninguém anda nesta altura do ano. Sítios onde fecham a porta num fim de tarde de Setembro e o dia seguinte só acontece quando voltar o calor quente do Verão. Gosto deste "lembrei-me agora mesmo de uma coisa que tenho para fazer, vou ali e já venho ter com vocês". Gosto deste contraste de não fazer nada quando tudo está por fazer :)
Resgataram-se memórias de infância ... e almoçámos junto ao mar.
Dois dias que passaram depressa demais.


Começa hoje ...

translate to English



... a contagem decrescente para aquela que deve ser a festa mais importante que fazemos aqui em casa.
O Pai Natal já ocupou o lugar de todos os anos. A Mariana e a Marta decoram a árvore.
E eu começo mais uma das minhas listas de preparativos.

um "depois" sem o "antes"

translate to English













Não é meu hábito pôr coisas destas por aqui e poderia dizer que a culpada é a coitada da "overlock" do Lidl mas já há muito tempo que andava com esta na cabeça.
Não tirei fotografias do "antes" porque tinha vergonha da desarrumação. Mas resolvi tirar fotografias do "depois" para daqui a uns tempos quando o caos estiver novamente instalado poder voltar aqui.
Depois de uma semana a planear e dois dias de fim-de-semana em arrumações à séria hoje ao final da tarde devo ter estado uns 15 min a contemplar o serviço feito. E senti-me bem! Não me apetecia sair dali e a vontade do fim-de-semana começar de novo para me sentar a costurar era enorme, escusado será dizer!
Aos poucos fui convidando a Mariana, a Marta, o J, e finalmente o meu filho Miguel, para entrarem e verem e darem a sua aprovação.
As duas primeiras fotografias "dão" o panorama completo e depois é seguir a ordem  dos pormenores da esquerda para a direita até chegar quase à saída daquilo que passou a ser o quarto de costura da mãe cá em casa..
Resolvi recorrer ao Ikea e o momento da transformação (leia-se arrumação) começou com a escolha de duas estantes Billy em promoção que juntas tinham as medidas exactas de uma parede. As portas de vidro são óptimas porque permitem-me ver todos os tecidos e impedir que o pó se vá acumulando. Do lado esquerdo tentei arrumar todos os tecidos de Inverno e do lado direito tentei arrumar todos os tecidos de Verão, mais tecidos de algodão para trabalhos tipo "bolsas e bolsinhas", mais enchimentos e forros na prateleira de baixo. Para os tecidos que estão em rolo reciclei (lavei) um velho cesto para guarda-chuvas que tinha guardado da casa antiga. Descobri que tenho mais tecidos do que imaginava (curioso, sem dúvida!, e meu querido J. passa à frente desta parte pf)!
Consegui a proeza de deixar as mesas das máquinas de costura praticamente livres de objectos (a quantidade de coisas que tinham em cima antes era inacreditáve!).
As prateleirinhas com os frascos de botões não são novidade.
As caixas brancas etiquetadas com materiais devidamente separados permitiram-me descobrir coisas que já não me lembrava de ter e algumas ferramentas em duplicado como por exemplo um alicate para fazer furos.
Arranjei um carrinho de rodinhas para acumular os meus wips e olhar para eles de consciência pesada mas feliz.
O quadro de post-it's também não é novidade.
E os manequins já se conseguem ver em vez de irem acumulando "coisas" em equilíbrio.
As revistas organizadas em arquivadores são uma novidade.
E a minha cesta das aulas de costura já tem um sítio próprio.
Os quadros deixaram de estar no chão e por cima das mesas e finalmente estão pendurados.
Optei por deixar uma parede em branco (a única que sobrou e que não se vê) para a próxima vez que me dedicar ao patchwork.
Definitivamente, "expulsei" (no bom sentido, claro!) quem tinha pretensões de usar este quarto com outros fins e posso dizer que tenho o meu quarto de costura, finalmente!
Não é exactamente o que tinha imaginado porque não queria tanto móvel branco e gostava de ter ainda um cadeirão ou um sofá para as minhas companhias habituais (Marta, Mariana ou Miguel) poderem estar mais confortáveis, mas não se pode ter tudo. E eu diria que já tenho imenso!
Agora ainda estou a pensar se ponho ou não umas cortinas para dar um ar mais aconchegante, se arranjo uma coluna para ter música, e se faço umas cobertas em tecido para as máquinas ...

Boro

translate to English








Há uns dias atrás estivemos no Mude a visitar esta exposição temporária sobre o Japão.
Reaproveitar retalhos de roupa velha transformando-a em novas peças.
É uma técnica muito interessante utilizada pela população mais pobre parecido com o patchwork cosido à mão como remendos.
Adorei a mistura de retalhos da segunda e terceira fotografias.
Trazia para casa o colete da fotografia seguinte.
Pendurava numa parede que tenho cá em casa o painel da quinta fotografia.
Adorei as cores das duas seguintes.
E fiquei fã dos sacos das duas ultimas (o primeiro que vi assim foi este feito pela Joana há uns tempos atrás).
Tenho uma colecção enorme de calças de ganga velhas que já não servem à espera de solução e esta visita foi uma enorme inspiração. O painel de parede ficou-me em memória (fica em post-it para projectos futiros, se houver tempo, quem sabe um dia ...).

sem nada para dizer

translate to English
Não é decididamente a melhor vista de Lisboa nem nada por aí além.
E só a imaginação me vale para saber que por trás destes prédios todos vislumbra-se o rio.
Mas a chuva e a escuridão dos últimos dias desapareceu e eu preciso de guardar esta manhã de sexta-feira com uns raios de sol (porque "dizem" que amanhã volta tudo ao mesmo).
Venha o fim-de-semana :)

divagando do verbo "fazer"

translate to English
Foto disponibilizada por Henry Poole & Co para Zady.com

Estive a ler sobre alfaiates num dos sites que gosto de ir visitando de vez em quando.
O ambiente de atelier, com tecidos e corte e costura à mistura, e de certeza o prazer de fazer bem e à medida para quem apreciar e puder pagar. Que poderei dizer além do facto de que gostaria de ter a experiência de passar por um, uns tempos, e ficar por lá a ver e a aprender.
Aqui em Lisboa há vários, mas quando me falam em alfaiates lembro-me sempre de um que há (ou havia até ao ano passado) no Largo do Coreto de Carnide e que fazia os meus encantos sempre que espreitava pela montra antes de ir buscar a Mariana às suas aulas de música.
Enquanto lia saí de Lisboa e "voei" até Savile Row em Londres, uma rua que é conhecida como um centro de excelência pelos seus alfaiates. Dizem estes senhores, com um ar muito aprumadinho e muito "british", que um fato à medida pode demorar cerca de 70 horas a ser feito por alfaiates de primeira.
70 horas é uma "montanha" de tempo. E quanto aos alfaiates "de primeira" leia-se muitos anos como aprendiz, anos a repetir os mesmos preceitos muitas vezes até lhes conhecer as manhas e os truques, anos até conseguir fazer algo tão perfeito e quase sempre único que não há máquina que justifique programar para ter algo assim.
Gostava mesmo de ver do princípio ao fim as 70 horas que estes senhores levam a fazer estas coisas.
Não é válida por aqui a tendência de nivelar pela média do custo/benefício (que queremos sempre optimizar) onde aos poucos se perde este conhecimento que só se transmite assim: fazendo e vendo fazer.
Em vez dos alfaiates poderia estar a falar dos fazedores de sapatos, ou dos que trabalham o vidro, ou outros fazedores quaisquer. Estou a falar de artesãos e não de arte. Falo de ofícios. Só fazendo se dá valor.
Na essência do fazer está também a compensação do trabalho realizado e posso garantir que é uma sensação óptima!

botões de partilha