festa

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Hoje é dia de aniversário.
Tenho um acampamento de cinco meninas cá em em casa.
Trouxeram todos os seus peluches e bonecos preferidos que já ocuparam os seus lugares em cima da cama. Devem ter andado a semana toda a combinar o que fazer e como ia ser.
Ouço-as rir. Vozes de meninas. Começou agora o primeiro filme e a noite promete ser longa.
O mundo ainda é feito de cor-de-rosa e de brincadeiras de faz-de-conta.
São felizes e isso é o mais importante.
Muitos Parabéns minha querida filha Mariana!

sobre as ideias da moda

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Em tempos fui responsável pela área de Inovação na empresa onde trabalho.
Tenho plena consciência do esforço frustrante em promover a geração de "ideias" que dêem "a ideia" que vai mudar a nossa vida e por isso sou especialmente sensível quando vejo um título do estilo "100 ideias que mudaram a Moda".
Ao contrário do cenário imposto hoje em dia em que na maioria das vezes se gasta uma parte do orçamento de uma empresa sem resultado nenhum que se veja a não ser a ilusão da publicidade que se pretende, os casos que li resultaram naturalmente e só foram apelidados de "ideias" à posteriori quando a criação de uma tendência estava mais do que confirmada.
No sábado à tarde enquanto esperava que alguma alma caridosa resolvesse aproximar-se dos confins de mundo a que me vi confinada fui lendo esta revista (em dois volumes) que conseguiu juntar dois temas pelos quais tenho muita curiosidade ultimamente, "ideias" e "moda".
Várias das ideias apresentadas não me parecem propriamente "ideias" no sentido que o palavrão "Inovação" acarreta.
Mas houve algumas (escolhidas ao acaso) que fazem justiça à definição e que decididamente marcam o modo como nos vestimos actualmente.
A t'shirt - inicialmente só utilizada como roupa interior masculina tornou-se tendência nos anos 50 quando Marlon Brando e James Dean se apresentaram no cinema usando-as como roupa de trabalho. Nessa época começou a ser usada por muitos jovens como sinónimo de rebeldia e independência.
As calças de ganga - ideia de Jacob Davis e Levi Strauss em aplicar sólidas tachas em cobre para reforçar os bolsos e outras costuras sujeitas a esforços. Esta não é preciso evidenciar o quanto marcou diversas épocas desde então, incluindo aquela em que estamos.
Num registo menos banal e como sinal de mudança em tempos que foram de crise como os actuais, a silhueta "new look" - no final dos anos 40 a seguir à guerra caracterizada por uma silhueta que marcava a cintura com longas saias rodadas utilizando muitos metros de tecido. Lançada por Christian Dior numa época em que a utilização de tanto tecido era um escândalo devido à escassez de recursos resultante da guerra. Mas as pessoas precisavam de optimismo e ilusões de abundância que lhes aliviasse o sofrimento pós-guerra e apesar de muito contestado tornou-se mesmo uma tendência que marcou uma época.
E o "vestido de noiva" (porque não?!) - quem diria que antes da rainha Vitória ter tido a ideia de fazer o seu vestido em cetim branco, os vestidos de noiva eram de cor (para as pessoas mais modestas eram em preto) para que pudessem vir a ser usados mais do que uma vez. Apesar do vestido em branco ter sido considerado um luxo à data o que é certo é que actualmente é a escolha da maioria das noivas.
Em 100 foi difícil a escolha, estas vieram ao acaso, mas há muitas mais com histórias bem curiosas que explicam bem como no momento em que surgiram foram a "ideia" que nos levou ao modo como vestimos (e vivemos) actualmente.
Diverti-me a ler e ajudou-me a passar a tarde, sem dúvida! :)

mercado no Príncipe Real

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Acordar tarde e dia de mercado não conjugam.
De um lado o vazio, do outro lado "moi même" destacadissima, e logo a seguir o mercado do Príncipe Real.
Eu estive lá, no mercado, mas foi como se não estivesse.
Ficar bem posicionado é fundamental e eu fiquei fora do circuito.
Fui a última a chegar e fiquei mesmo no final da feira num sítio onde só os pombos poisavam e passavam os senhores do costume para se sentarem num dos bancos do Jardim do Príncipe Real a apreciar a tarde de sábado.
Logo hoje é que foi calhar ser assim, num dia em que preparei tudo como deve ser e não me esqueci de nada. Levei os "saquinhos", as "lãs", os meus botões (seleccionados a muito custo porque a vontade continua a ser ficar com todos), ... enfim, tudo certinho excepto a hora de chegada porque estas coisas têm certas regras não escritas que toda a gente sabe. Convém chegar cedo ... certo!?
Ainda por cima quando a quantidade de coisas que compõem o meu kit de feirante vai aumentando ... e isso implica mais trabalho para "montar" e "desmontar" o kit.
Parece-me que neste momento, com o dia de hoje, pode-se dizer que já vou tendo alguma experiência neste tema. Já posso dizer com ar entendido que "há dias assim!". Há que ver o lado positivo :)
Para concluir convém deixar registo que o tempo estava óptimo, com um mercado com coisas gírissimas, e um bom ambiente. A culpada fui mesmo eu que desliguei o despertador e resolvi dormir mais 5 minutos que se converteram em meia hora (não sei como!).

o tempo dirá

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"a menina vai-se esquecer de nós"
"não, não vou, como é que posso esquecer-me de umas senhoras tão simpáticas?"
"então não se esqueça de nos ir visitar à loja da Baixa que nós vamos lá estar"
...
Esta foi a minha última conversa de muitas com as senhoras que atendiam na Ouro Têxteis da Av de Roma.
Cada uma delas perto dos 70 anos porque não queriam reformar-se e gostavam muito do seu trabalho.
As rendas foram actualizadas e esta foi mais uma das lojas completamente ao estilo dos anos 80 que fechou.
Uma das últimas, das antigas, que vendiam tecidos e retrosaria. E que, quanto a mim, valia a pena continuar aberta. É pena! Com este meu espírito saudosista não podia perder a oportunidade de ficar com estas fotografias. O final de um ciclo à espera que outro comece.
Alguma coisa terá que acontecer por aqui, por isso esperemos para ver quando e como terminará esta história entre senhorios e velhos inquilinos que vão envelhecendo com o seu stock, ou de senhorios a achar que na Av de Roma ainda podem cobrar rendas altas porque se vende como antigamente. O passar do tempo dirá como serão as novas regras ... no entretanto o momento é de espera.
...
Nota-se o cuidado em deixar tudo limpo e, curiosamente, os únicos vestígios que ficaram para trás são dois pequenos cartazes, um deles naquelas suas letras com revirotes que anunciavam as promoções e os saldos.
Um destes dias quando for à Baixa tenho que ir visitá-las e saber como estão.

aviamentos

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Em curso tenho um quimono num dos meus tecidos favoritos e um poncho para a Mariana em ganga.
Não estando completamente satisfeita com o que já tinha comprado ontem resolvi fazer mais umas tentativas à procura de franjas e galões que pudesse aplicar em cada um deles.
Acabei por me lembrar de uma loja no Bairro de Alvalade que passou a estar no top quando quiser encontrar este tipo de aviamentos, o Carlos das Franjas.
É uma loja pequena mas além do que tem à vista percebi que ainda tem pelo menos mais uma sala onde o Sr Carlos vai buscar mais umas coisas. Não tinha a máquina fotográfica comigo, mas basta visitar o site e fica-se com uma imagem muito fiel do que se pode encontrar por lá.
Escolhi duas franjas das mais simples e discretas que havia na loja, mas quem precisar encontra do mais simples ao mais sofisticado no que diz respeito a franjas e galões (principalmente de decoração).

o vício da cor

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Planos e experiências a preparar coisas novas.
A minha perdição e o vício com as cores faz com que não consiga decidir-me e acabo sempre por escolher várias. Depois levo ali um tempo a pôr e tirar, a pedir opiniões às duas "consultoras" que tenho cá em casa, e com muito custo lá consigo decidir-me.
É sempre assim. Quando apanho pela frente qualquer coisa com uma panóplia de cores fico ali a olhar e a contorcer-me para não trazer uma de cada. Às vezes até tenho alguma pena das vendedoras e saio da loja a pedir desculpa.
Oh vida díficil! :).

azulejos de Lisboa (procura-se)

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Se há coisas que gosto em Lisboa são dos azulejos antigos que cobrem as paredes dos prédios. Sempre que tenho a máquina fotográfica comigo vou coleccionando padrões, cores, composições.
Já todos tínhamos reparado que à medida que os prédios de Lisboa vão sendo roubados das suas coberturas em azulejo o número de pessoas a vendê-los na Feira da Ladra cresce de dia para dia. Que desgosto!
Hoje li este post da Rosa Pomar.
É mesmo urgente parar isto.

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