cherry blossoms

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Os dias passam a uma velocidade maior do que aquela que consigo ter para as palavras que quero escrever aqui.
As "cenas" (como diz a Marta), ou na verdadeira acepção da palavra, ditas por mim, acontecem e eu gravo-as em memória, nas fotografias, e nas palavras que estou a escrever agora.
A Marta entrou para uma faculdade, a que desejou, onde queria, e no curso que escolheu.
Um percurso longo e trabalhoso, com angústias, e noites mal dormidas na incerteza.
Mas este processo ainda vai a meio porque falta a "cena" das candidaturas em Julho para as faculdades portuguesas. Por isso outras hipóteses continuam em aberto ...
No entanto, começo a sentir que a certeza de a ver partir parece estar cada vez mais perto.
Andei pelas ruas, visitámos as "residências", as salas de aula, falámos com um dos alunos, e o professor disse-nos tudo o que podia e mais não sei quantas coisas de que nos lembrámos.
Tento visualizá-la ali, mas não consigo vê-la, eu aqui e ela lá. A minha filha ... Lamechices minhas, eu sei!
A senhora que começou a conversar connosco ao longo da "promenade" junto ao mar tinha 83 anos, cabelo branco, pele transparente, e tal como uma Miss Marple percebeu que não pertencíamos ali. Quis acompanhar-nos no caminho que era comum enquanto puxava o carrinho das compras.
Falou das "wonderful cherry blossoms" e de mil e uma coisas sobre aquele sítio desconhecido para nós.
Eu ouvia aquelas palavras que o acaso fez cruzar connosco, fiquei calada enquanto o J conversava, e dei por mim a pensar que afinal a minha filha poderia ser feliz ali.
E isso é definitivamente o mais importante!
Independentemente da saudade imensa que já sinto o meu maior desejo é que venham bons tempos para ti minha querida!

hoje ainda é 3ª feira

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e por mim já podia ser fim-de-semana outra vez.
Isto anda mesmo agreste ... só me apetece não fazer nada e andar por aí.
No fim-de-semana passado andámos por Alfama.
Enquanto uns almoçavam nós procurávamos a "saída" por ruas que lembravam um labirinto.
De vez em quando avista-se o rio, e os barcos, e ouvem-se as gaivotas.
Ouve-se uma misturada de línguas estrangeiras ...
E alguns "alfacinhas" dos bem velhinhos que "são filhos do bairro porque nasceram aqui" e que nos dão indicações por onde ir.
Ai como eu gosto de me perder nestas ruas ... :)

tricot simples by Erika Knight

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Há uns dias atrás tive que ir à Bertrand buscar um livro que tinha encomendado.
É quase impossível entrar na livraria e vir-me embora sem ficar por lá um bocadinho.
Procurei as secções do costume e encontrei este livro traduzido para português.
O livro não é propriamente uma novidade. Já o tinha visto na Amazon e já há bastante tempo que estava na minha "wish list". A novidade para mim foi saber da tradução em português.
Já tenho livros de tricot e crochet em quantidade suficiente, mas este sempre me agradou, e ao folheá-lo excedeu as minhas expectativas. Quem queira aprender ou quem já saiba e lhe apeteça fazer projectos simples e bonitos pode começar por aqui.
Descobri que a tradução é da Rosa Pomar e gostei dos projectos todos.
Os que estão nas fotografias passaram para a minha lista de pendentes.
E "simples" sempre foi das minhas palavras favoritas. :)

do fim-de-semana

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Durante a semana parece que os dias nunca mais passam para chegar ao fim-de-semana.
E ao fim-de-semana parece que os dias passam depressa demais. Falta-me o tempo para mil e uma coisas.
Sinto a falta de me sentar a costurar e a quantidade de páginas marcadas com moldes que gostaria de fazer ainda para este Verão vai aumentando.
No entretanto, desenho, neste momento principalmente porque tem que ser, mas na verdade porque também me dá prazer. Aproveito os intervalos entre o final da tarde e o jantar e ao fim-de-semana tento recuperar. Sou masoquista e não desisto, acumulo a frustração que me dizem que faz parte.
O desenho e a pintura são de facto algo que melhora com o exercício. Acho que nunca se sabe quando atingimos o limite do melhor que somos capazes de fazer. Mas será que existe limite?
Não faço a mínima. As proporções, ... a perspectiva, ... uma perna maior do que a outra e um braço que parece que não tem mão :). Fica-me o consolo de se parecer com alguma coisa, o que já não é mau.
Fica o registo para mais tarde recordar :)

final de tarde

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Cheguei a casa cedo e com fome.
Demasiado cedo para preparar o jantar, fiquei pela cozinha a petiscar uma tosta e a apreciar o sol em final de tarde. Não resisti a fotografar a última caixa de bolachas que comprei com forma do eléctrico da Graça.
Estou desejando que cheguem aqueles dias de calor em que saímos aí pela cidade em final de dia, sem destino e sem planos para nada, e apanhamos Lisboa no seu melhor com aquela sua luz única. :)

anilinas

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Fim-de-semana da Páscoa.
A previsão do tempo convenceu-nos que a melhor opção era ir até às Caldas da Rainha em vez do Algarve.
E acertámos. Dias óptimos. Visitámos o mercado das Caldas onde ainda não tínhamos estado depois das obras. Receios infundados. Quanto a mim continua no top. Namorei de novo os chapéus de palhinha. Não encontrei a vendedora da loiça das Caldas, mas todos os outros estavam lá. A senhora a quem compramos os legumes, a dos queijos, e a das cavaquinhas. No regresso enquanto o J comprava o jornal no quiosque eu entrei mais uma vez nesta drogaria que faz os meus encantos cada vez que vou ao mercado.
Desta vez perdi a vergonha e pedi para tirar umas fotografias. Resisti a trazer uma vassoura mas como se pode ver as anilinas vieram comigo.
Não sei se alguma vez vou conseguir pintar com elas, mas tentar não custa.
O mercado das Caldas continua óptimo e recomenda-se!

às vezes

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Às vezes basta isto.
Esta imensidão de mar.
Sem palavras. Só o pensamento.
E o prazer absoluto de poder ficar a olhar algo assim.
Do mar, no Sítio na Nazaré.

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