ao som do charleston

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Este Carnaval teve esta parte boa.
A ideia foi dela e as escolhas dos materiais também.
Até deu direito a um desenho para ilustrar bem o pretendido. :) 
Fiz um vestido inspirado nos anos 20 para a Mariana levar para o liceu hoje.
Foi feito um pouco à pressa mas serviu o objectivo.
Dançar até não poder mais (um bom Charleston, se possível fosse)  :)

dia de folga, a revista Selvedge, e do crochet

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Hoje foi dia de folga!
Obrigada a levantar bem cedo para os levar ao liceu aproveitei para passar pelo cabeleireiro. Diga-se que é um verdadeiro luxo poder estar com o tempo assim por minha conta sem ninguém a telefonar-me a perguntar quando é que estou despachada (normalmente são dois telefonemas no mínimo).
Este "no stress" é do melhor. A seguir, uma voltinha até Campo d'Ourique para comprar uns fechos de correr e procurar, com calma, um tecido plastificado que preciso sem ter uma certa pessoa especada do lado de fora da loja a contar os minutos. Juntamente com os ditos fechos trouxe também uma multa da EMEL (das encarnadinhas) porque estacionei num local proibido e não dei por isso. Além de conscienciosamente ter pago o ticket de estacionamento a multa marcava 12h57m e no relógio do carro marcava 13h02m (menos 5min e talvez tivesse tido alguma hipótese de me safar). "Boa"! 
Roguei umas pragas e em vez de voltar para casa resolvi ir almoçar a um sítio que gosto quando estou sozinha porque dá para estar a ler calmamente sem muito barulho à volta. Pedi o prato do dia - empadão de carne - e confirmei que não gosto de batata doce mesmo em puré misturada com carne. Nestas situações, normalmente é a outra pessoa que troca o prato comigo mas desta vez ele não estava lá e por isso, como já estava esfomeada, não tive outro remédio senão comer tudinho  empurrado com uma Coca-cola para disfarçar o sabor adocicado da batata. Duas vezes "boa", ou serão três vezes?!
Resolvi voltar para casa. Acho que aqui estou segura!
Com o resto da tarde por minha conta resolvi recuperar a leitura de algumas das minhas revistas em atraso (desta vez sem ninguém a perguntar-me se eu sabia onde estavam as calças ou outra coisa qualquer ou a pedir-me para chegar "aqui" num instante). É verdade, uma vez em casa, a minha família usa e abusa e pouco lhes interessa se eu estou a meio de qualquer coisa ... eu devo ser uma espécie de google caseiro. Quando não sabem de qualquer coisa perguntam-me. Desde perguntar onde estão os ovos - que normalmente guardo sempre no frigorífico que eu saiba - até algo mais complicado e bem mais difícil como cola por exemplo. Cola é uma coisa muita procurada cá em casa, mas que nunca ninguém sabe onde está. Eu devo ser boa nisto porque acho que sou a única pessoa desta família de 5 que sabe exactamente onde está tudo guardado ouuuuu que, regra geral, se lembra do sítio onde algum deles deixou a dita coisa que procuram!
Bom, ironias à parte e voltando às revistas: a Selvedge (apesar de carísssssima) é uma das minhas revistas preferidas se não for "a" preferida.
No último número que estou a ler dou com dois artigos interessantes "It's hip to be (a granny) square" e "Yarn bombing" sobre tricot e crochet. 
Diz que tricotar é óptimo para a depressão, para a tensão arterial, etc., etc., etc., como eu já sabia.
Mas a parte que eu não sabia e que eles dizem ser verdade é que o crochet está a ultrapassar o tricot. O "graffiti" criado através deste movimento de "guerrilla knitting" que já invade muitos jardins e ruas por aí é injusto porque segundo parece uma boa parte é crochet e não tricot. 
Pois, parece que agora é o crochet que está na moda.
Entre as várias referências que o artigo traz existem duas que gostei especialmente: basicamente tudo mas mesmo quase tudo o que a Helen Rodel faz, e em particular este poncho da Katie Jones.
As duas aprenderam a fazer crochet com a mãe ou com a avó. Acho esta parte absolutamente fantástica. Eu aprendi com a minha mãe, e uma das principais memórias que tenho da minha avó materna são as suas eternas colchas de quadrados de crochet em linho branco que ela fazia umas a seguir às outras.
Pela minha parte já cumpri o legado e ensinei as minhas filhas a fazer crochet e tricot. Espero que algures no futuro aproveitem bem e lhes traga boas memórias e ajude a aliviar o stress :).

rua das gaivotas

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Água no Bico
Na Rua das Gaivotas, 8
Domingo de manhã foi dia de brunch.
Gostámos e em dia de sol ainda deve ser mais agradável.
Além da simpatia, da comida diferente e de que gostámos, ainda existiam pormenores deliciosos como a mistura de mosaicos hidráulicos que compunham a parede do balcão e o "espelho sol" que ambiciono encontrar um dia algures e trazer para casa. Isto para não falar do pátio e da parede esculpida cuja autoria julgo pertencer ao Vihls.

sonia delaunay

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Gostei da exposição "Círculo Delaunay" sobre Robert e Sonia Delaunany que visitámos este fim-de-semana no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian. na qual a primeira obra que podemos ver é este enorme quadro sobre um mercado minhoto no início do século XX.
Nessa época houve alguns artistas que se dedicaram a criar roupa e Sónia Delaunay interessa-me não só pela sua pintura mas também pelo facto de ter sido uma das pessoas que quis passar para a Moda o.seu estilo único.
Sonia Delaunay nasceu na Ucrânia e casou-se com o pintor francês Robert Delaunay. Viveu em várias cidades da Europa mas principalmente em Paris. Durante a guerra refugiaram-se durante quase um ano e meio em Vila do Conde onde criaram um circulo do qual fazia parte Amadeo de Souza Cardoso e José de Almada Negreiros. Ao voltar para Paris, talvez por necessidade segundo dizem, mas certamente também por gosto, abriu uma pequena loja/atelier onde criava e vendia as suas peças de roupa. A originalidade destas peças baseava-se no novo movimento artístico - simultaneísmo - que desenvolveu em conjunto com o seu marido e que basicamente e sem grandes definições consistia no contraste simultâneo de cores.
Teve sucesso entre o seu círculo de amigos e outros grupos considerados elitistas, mas o seu desconhecimento do gosto comum não permitiu que tivesse grande continuidade.
Infelizmente este tema não devia fazer parte dos trabalhos e conversas interessantes em que participaram tantas vezes no "círculo" privilegiado de que faziam parte com Souza-Cardoso, Almada Negreiros, e outros, e como tal a exposição do CAM não inclui qualquer referência a esta parte da sua vida.
Além dos padrões de tecidos (primera imagem abaixo) para os seus vestidos que se fartou de desenhar e que acho o máximo e dos quais escolhi ao acaso os dois da primeira imagem.
Existem pelo menos outras duas peças que acho particularmente interessantes:
O "simultaneous dress" de 1913 (magem do meio abaixo) que me parece um vestido feito de retalhos a lembrar o patchwork "livre" de fórmulas, cálculos, e geometria (como costumo dizer) e que tanto aprecio;
E os fatos de banho de 1928 (última imagem abaixo) feitos em malha que já tive a sorte e oportunidade de ver noutras exposições. Não deviam ser nada cómodos principalmente logo a seguir a sair da água, mas tendo em conta a época estavam seguramente à frente do seu tempo e esta modernidade é algo que me fascina sempre.
(Nota: Lamento não ter conseguido identificar e incluir os locais/museus que actualmente possuem estas peças.)

 



2016

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Vasculhei a memória da máquina fotográfica à procura de uma imagem e escolhi esta tirada em meados de Dezembro a meio da tarde de um dia de semana depois da apresentação de um trabalho. Relax. Sem stress, com o prazer do dever cumprido, e a saborear a consciência tranquila.
Gostava de ter deixado registo das últimas semanas mas não consegui.
Os dias mais curtos, a falta de luz, e a dificuldade em concluir tudo o que tinha para fazer não deixaram.
2015 deixou-nos boas recordações bem vividas de um ano bom!
2016 não tem plano. Não tem lista de desejos. Que venha e que tenhamos a sabedoria necessária para o viver, para lhe "dar a volta", e bem apreciarmos cada momento ... :)
Bom ano!

crónica de uma pausa não anunciada

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O tempo. Sempre o tempo.
O que temos. O que não temos. E o quanto gostaríamos de o ter.
Livre para fazermos o que nos apetecer. A liberdade, essa palavra tão preciosa.
E é precisamente porque o tempo passa que cada vez lhe dou mais valor.
Festejámos o aniversário da Mariana.
Acompanhámos a Marta até Londres para se instalar.
Festejámos o meu aniversário.
Festejámos o aniversário do Miguel.
E fizemos mais mil coisas, das pequeninas, de todos os dias.
E acontece que estamos felizes assim.
Por enquanto temos esta fantástica possibilidade de sermos felizes com o que somos e com o que temos.
A ideia é que continue assim ... Julgo que não será pedir muito :)

street art, the collector's eye, e um setembro muito especial

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O título é extenso, é estranho, e é uma misturada que resume o que me apetece escrever hoje.
No fim-de-semana passado ainda apanhámos o último dia da exposição temporária "The collector's eye" de algumas obras do Berardo no CCB.
Mesmo antes de entrar não resisti a fotografar um grande "bocadinho" de pura street art que (ignorância minha) não sei quem é o autor mas que achei o máximo.
As duas fotografias seguintes são escolha da Mariana numa exposição que gostámos muito de visitar. Só não consegui filmar o quadro do Chagall qie ela adorou porque eu nao acertava com a função na máquina mas teria valido a pena.
Despachadas as duas primeiras partes do título vamos então ao mais importante e que não tem nada a ver com o que escrevi anteriormente.
Setembro e a últma fotogafia tirada no dia 6 de Setembro de 2015 às 12h30m.
Além de ser o mês do meu aniversário e da Mariana e além da azáfama que todos conhecemos por causa do início do ano lectivo e das suas rotinas importa registar algo que é muitissimo mais importante e que é de excepção excepcional nesta vida que é a nossa.
A Marta entrou para a Faculdade de Belas Artes na sua primeira opção de escolha. Últimos três anos tão dificies. Tantas dúvidas e tanto trabalho (e angústias também) que tiveram um final que nos fez tão mas tão  felizes :)
Existirá maior motivo para nos deixar neste estado de felicidade que faz com que esse dia seja um dos mais felizes das nossas vidas?
Conseguiste minha querida! Muitos Parabéns! Temos um orgulho imenso! Agora faz as tuas escolhas com calma! Os medos e as inseguranças que sentes fazem parte. Uma outra fase da tua vida começa agora e as possibilidades são imensas e todas as que podias desejar! Escolhe o que te fizer mais feliz! Foi por isto que batalhámos e que tantas vezes falámos - a liberdade fundamental de poder escolher.
Como sempre não te esqueças que estamos e estaremos aqui por ti!
Tenho muitas outras emoções que gostaria de reflectir e escrever para ti, mas seria demais, e tenho receio que na emoção que sinto ultrapasse o limite que imponho neste escritos que faço aqui.
Já é tarde, estou cansada, e o barulho do vento e da chuva que oiço lá fora convida-me a terminar.
Até amanhã! Dos teus pais que te adoram ...




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